Pesquisar este blog

Mostrando postagens com marcador A EVOLUÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA NO BRASIL. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador A EVOLUÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA NO BRASIL. Mostrar todas as postagens

domingo, 15 de agosto de 2010

A EVOLUÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA NO BRASIL 2

EVOLUÇÃO
DA ADM I N I STRA ÇÃO P ÚBLI CA N O BRASI L
A evolução da administração pública em nosso país passou por três modelos diferentes:
a administração patrimonialista, a administração burocrática e a administração gerencial.
Essas modalidades surgiram sucessivamente ao longo do tempo, não significando, porém, que
alguma delas tenha sido definitivamente abandonada.
Na administração pública patrimonialista, própria dos Estados absolutistas europeus do
século XVIII, o aparelho do Estado é a extensão do próprio poder do governante e os seus
funcionários são considerados como membros da nobreza. O patrimônio do Estado confundese
com o patrimônio do soberano e os cargos são tidos como prebendas (ocupações rendosas
e de pouco trabalho). A corrupção e o nepotismo são inerentes a esse tipo de administração.
A administração pública burocrática surge para combater a corrupção e o nepotismo do
modelo anterior. São princípios inerentes a este tipo de administração a impessoalidade, o
formalismo, a hierarquia funcional, a idéia de carreira pública e a profissionalização do
servidor, consubstanciando a idéia de poder racionallegal.
Os controles administrativos
funcionam previamente, para evitar a corrupção. Existe uma desconfiança prévia dos
administradores públicos e dos cidadãos que procuram o Estado com seus pleitos. São sempre
necessários, por esta razão, controles rígidos em todos os processos, como na admissão de
pessoal, nas contratações do Poder Público e no atendimento às necessidades da população.
A administração burocrática, embora possua o grande mérito de ser efetiva no controle
dos abusos, corre o risco de transformar o controle a ela inerente em um verdadeiro fim do
Estado, e não um simples meio para atingir seus objetivos. Com isso, a máquina
administrativa voltase
para si mesmo, perdendo a noção de sua missão básica, que é servir à
sociedade. O seu grande problema, portanto, é a possibilidade de se tornar ineficiente, autoreferente
e incapaz de atender adequadamente os anseios dos cidadãos.
A administração pública gerencial apresentase
como solução para estes problemas da
burocracia. Priorizase
a eficiência da Administração, o aumento da qualidade dos serviços e a
redução dos custos. Buscase
desenvolver uma cultura gerencial nas organizações, com ênfase
nos resultados, e aumentar a governança do Estado, isto é, a sua capacidade de gerenciar com
efetividade e eficiência. O cidadão passa a ser visto com outros olhos, tornandose
peça
essencial para o correto desempenho da atividade pública, por ser considerado seu principal
beneficiário, o cliente dos serviços prestados pelo Estado.
A administração gerencial constitui um avanço, mas sem romper em definitivo com a
administração burocrática, pois não nega todos os seus métodos e princípios. Na verdade, o
gerencialismo apóiase
na burocracia, conservando seus preceitos básicos, como a admissão
de pessoal segundo critérios rígidos, a meritocracia na carreira pública, as avaliações de
desempenho,o aperfeiçoamento profissional e um sistema de remuneração estruturado. A
diferença reside na maneira como é feito o controle, que passa a concentrarse
nos resultados,
não mais nos processos em si, procurandose,
ainda, garantir a autonomia do servidor para
atingir tais resultados, que serão verificados posteriormente.
Evolução da Administração Pública no Brasil
www.editoraferreira.com.br 2 Luciano Oliveira
Aceitase
também uma maior participação da sociedade civil na prestação de serviços
que não sejam exclusivos de Estado. São as chamadas entidades paraestatais, que compõem
o terceiro setor, composto por entidades da sociedade civil de fins públicos e não lucrativos,
como as organizações sociais e as organizações da sociedade civil de interesse público
(OSCIPs). Este setor passa a coexistir com o primeiro setor, que é o Estado, e com o segundo
setor, que é o mercado.
Na administração gerencial, a noção de interesse público é diferente da que existe no
modelo burocrático. A burocracia vê o interesse público como o interesse do próprio Estado. A
administração pública gerencial nega essa visão, identificando este interesse com o dos
cidadãos, passando os integrantes da sociedade a serem vistos como clientes dos serviços
públicos.
Atualmente, o modelo gerencial na Administração Pública vem cada vez mais se
consolidando, com a mudança de estruturas organizacionais, o estabelecimento de metas a
alcançar, a redução da máquina estatal, a descentralização dos serviços públicos, a criação das
agências reguladoras para zelar pela adequada prestação dos serviços etc. O novo modelo
propõese
a promover o aumento da qualidade e da eficiência dos serviços oferecidos pelo
Poder Público aos seus clientes: os cidadãos.
Vista
esta pequena teoria, vamos a alguns exercícios de provas anteriores. Visando a ajudar os
candidatos que farão a prova do TCU no final de setembro, selecionamos algumas questões do
CESPE.
EXERCÍ CI OS
Julgue os itens.
1 (Analista TCE/AC 2007) No plano administrativo, a administração pública burocrática surgiu
no século XVIII, com o início do Iluminismo europeu.
2 (Analista TCE/AC 2007) A administração pública evoluiu por meio de três modelos básicos:
assistencialista, burocrático e gerencial.
3 (Analista TCE/AC 2007) A administração pública burocrática surgiu para se combaterem a
corrupção e o nepotismo patrimonialista.
4 (Analista TCE/AC 2007) A administração pública gerencial, apesar de representar uma
evolução em relação ao modelo burocrático, foi apenas uma transição de métodos e técnicas
gerenciais, sem representar, de fato, uma nova visão do Estado e da administração pública.
5 (Analista TCE/AC 2007) Na administração pública gerencial, a estratégia voltase
para a
definição dos objetivos que o administrador público deve atingir em sua unidade, para a
garantia da autonomia na gestão de recursos humanos, materiais e financeiros e para o
controle e a cobrança a posteriori de resultados.
6 (Analista TCE/AC 2007) O modelo burocrático tradicional, privilegiado pelo sistema de
direito administrativo brasileiro, facilita a transparência administrativa e promove, desse
modo, o controle social.
Evolução da Administração Pública no Brasil
www.editoraferreira.com.br 3 Luciano Oliveira
7 (Analista TCE/AC 2007) Aumentar a governança do Estado significa aumentar sua
capacidade administrativa de gerenciar com efetividade e eficiência, voltandose
a ação dos
serviços do Estado para o atendimento ao cidadão.
8 (AFPS 2003) Tendo em vista a solução de problemas da administração pública brasileira, é
correto enfatizar alguns princípios, como a focalização da ação no cidadão, a flexibilização
administrativa, o controle social e a valorização do servidor.
9 (Analista TCE/AC 2007) O regime jurídico de direito público encontrase
fundado nos
princípios da prevalência do interesse público sobre o privado e o da indisponibilidade desse
interesse público. No entanto, de acordo com uma concepção moderna do direito
administrativo, de cunho gerencial, não se pode afirmar que o interesse público se confunde
com o do Estado.
10 (Juiz Federal 5.ª Região 2006) Segundo o plano diretor da reforma administrativa do
Estado, o chamado terceiro setor é aquele em que a atuação do Estado ocorre de forma
simultânea com entidades organizadas da sociedade civil, criandose
um espaço público, mas
não estatal, cuja forma de administração é do tipo burocrática.
11 (Analista ANATEL 2006) O modelo de administração propugnado pela reforma
administrativa é de cunho gerencial.
12 (Consultor do Senado 2002) É nítido no Plano Diretor da Reforma do Aparelho do Estado
uma visão evolucionista a partir da sucessão histórica de diferentes formas de administração
pública: patrimonial, burocrática e gerencial.
13 (Consultor do Senado 2002) Uma das características do patrimonialismo é a apropriação de
ativos e interesses públicos por particulares.
GA BA RI TO
1E 2E 3C 4E 5C 6E 7C 8C 9C 10E 11C 12C 13C
Por hoje é só, pessoal! Espero que tenham gostado. Desejo a todos bons estudos e boa sorte
na prova do TCU!
Abração.
Luciano Oliveira.

A EVOLUÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA NO BRASIL

Alex Campos – Administração Pública – Aula 02
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA NO BRASIL
1. A EVOLUÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA NO BRASIL
Antes de passarmos a discorrer sobre a evolução da Administração Pública, vamos
relembrar alguns conceitos importantes:
1.1 O Estado e as Organizações
Mas afinal de contas, o que é um Estado?
O Estado é uma parte da sociedade, é uma estrutura política e organizacional que se
sobrepõe à sociedade, ao mesmo tempo que dela faz parte.
Celso Ribeiro Bastos define Estado como a Organização Política sob a qual vive o homem
moderno. Isto é, O Estado é a resultante de um povo vivendo sobre um território delimitado e
governando por Leis que se fundem em um poder não sobrepujado externamente e soberano
internamente. (Curso de Teoria do Estado e Ciência Política, 1995, p. 10).
Mas o que é Sociedade?
Eduardo Ramos Ferreira da Silva define sociedade assim:
“A Sociedade é o conjunto de cidadãos que mantêm relação entre si, compartilham
determinadas regras da vida coletiva e que se diferenciam segundo os seus interesses e o poder político
que possuem, inclusive o poder organizacional. A sociedade é a fonte de poder real do Estado.”
grifamos
O mundo moderno e Contemporâneo é formado por organizações. Mas como se
caracteriza esse mundo de organizações?
Etizioni (1967) ensina que:

“Nossa sociedade é uma sociedade de organizações. Nascemos em organizações,
somos educados por organizações, e quase todos nós passamos a vida a
trabalhar para organizações. Passamos muitas de nossas horas de lazer a pagar, a
jogar, a rezar em organizações. Quase todos nós morreremos numa organização,
e quando chega o momento do funeral, a maior de todas as organizações - o
Estado - precisa dar uma licença especial.”
O Estado é a uma estrutura organizacional e política formada por:
povo Soberania
território governo (finalidade)
Essa classificação tem diversas vezes sido cobrada em concursos públicos. No entanto é
interessante saber que e em alguns momentos, os examinadores citam como formadores do Estado o
povo, o território e o governo, subentendendo que governo e soberania não podem sobreviver
separadamente. Mas tenham cuidado com essa questão e o contexto na qual ela for inserida na prova.
Celso Antônio de Barros é um dos defensores dessa última tese.
Mas o que é povo?
Povo é um conjunto de indivíduos que possuem direitos e deveres iguais perante a lei.
Mas o que é território?
Território é a base física sobre a qual se estende a jurisdição do poder soberano do Estado.
Mas o que é soberania?
Soberania é o poder imperativo e extroverso do ordenamento jurídico do Estado, frente
aos outros Estados, no âmbito externo.
Mas o que é governo? Governo é o núcleo decisório do Estado, é a manifestação do poder
soberano do Estado, é o responsável pela gestão da “coisa pública”. Observem que já estamos falando
de uma República, ou seja “res pública”.

2. UM BREVE PARALELO HISTÓRICO DA EVOLUÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
NO BRASIL
Antes de começarmos a falar sobre a evolução da Administração Pública no Brasil, necessário
se faz que relembremos um pouco da recente História Geral e da História do Brasil, uma vez que o edital
para o nosso concurso exige que saibamos a estruturação da máquina administrativa no Brasil desde
1930, sob as dimensões estruturais e culturais.
Para que possamos entender o contexto do nosso estudo, falaremos da América Latina no
início do século XIX e do Brasil: nesse mesmo período, bem como de Getúlio a FHC, com enfoque na
reforma administrativa proposta no Plano Diretor da Reforma do Estado/95.
A partir do final do século XIX começaram a ocorrer grandes mudanças econômicas na América
Latina:
Causas Conseqüências
- Vinda de imigrantes estrangeiros;- Substituição do trabalho Escravo pelo assalariado.
- Crescimento do mercado interno;- Provocando transformações sociais e
políticas.
No Brasil, os efeitos da Guerra do Paraguai e os movimentos abolicionistas e republicano
puseram fim ao império em 1889, sob as pressões do “barões do café” de São Paulo.
Lembram-se quando o TCU surgiu no Brasil? O TCU surgiu com a República, por meio de Decreto
de 1890, sem ter sido institucionalizado.
Só em 1891, ocorreu a institucionalização do TCU, no Governo do Marechal Floriano Peixoto, sob
a gestão do Ten Cel Serzedelo Corrêa.
Voltando à América Latina, apesar das grandes mudanças econômicas, ela continuava
dependente de seus produtos primários (algodão, salitre, banana e café) de exportação, alvos de
importação pelo mercado internacional.
A qualquer queda na demanda desses produtos, inúmeros problemas surgiam, abalando a
economia do continente.

No Brasil, por exemplo, lembram-se da “crise da borracha”? A borracha brasileira foi arruinada
pela instalação de latifúndios de látex nas colônias britânicas da Malásia e do Ceilão, com mudas
contrabandeadas da Amazônia em 1913.
A queda na exportação de produtos tradicionais reduzia a capacidade latino-americana de
importação.
Assim, comerciantes e proprietários rurais começaram a diversificar os investimentos,
montando indústrias para substituir os bens de consumo. O processo de industrialização ganhou força
durante a primeira Guerra Mundial, em face da redução de exportações de manufaturados pelas
potências européias, voltadas para o esforço de guerra.
Houve um crescimento das cidades com as novas indústrias, porém formou-se o proletariado
industrial, além de novas camadas sociais médias.
“Até os anos 20, a América Latina continuava sendo uma grande fazenda.”, pois a estrutura
básica da produção continental pouco foi alterada.
O poder econômico, político e social estava concentrado na mão dos latifundiários, de tal
maneira que quando ocorria queda de preços das matérias-primas no exterior, o Estado garantia os
rendimentos ao setor agrário, comprando produtos excedentes para manter os preços.
2.1 Teoria da mão invisível do Estado - Adam Smit (1723-1790) - Teoria Econômica Clássica
Adam Smith publicou o livro A riqueza das nações em 1776. Em sua teoria, ele acreditava que se
se deixasse atuar a livre concorrência, uma ‘mão invisível’ levaria a sociedade à perfeição, assim todos
os agentes buscando maximizar os seus lucros, promoveriam o bem-estar de toda comunidade.
Esses argumentos eram baseados na livre iniciativa, ou seja, no laissez-faire.
Se em algum concurso cair uma questão afirmando que a República Federativa do Brasil tem
como fundamento o laissez-faire. A resposta é correta, porque dentre os fundamentos da nossa
República enquadra-se: Os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa. (IV, art. 1º CF). Cuidado: “para
o CESPE o incompleto pode está correto”.

Para Adam Smith, o papel do Estado na economia deveria corresponder apenas à proteção da
sociedade como eventuais ataques e à criação e manutenção de obras e instituições necessárias, mas
não à intervenção nas leis de mercado e, consequentemente, na prática econômica.
Por muito tempo diversos países adotaram a teoria de Adam Smith. Mas o paradigma da “mão
invisível” do Estado, perdurou nos E.U.A até o Crash da Bolsa de Nova York.
2.2 A década de 30 e o Governo Getúlio Vargas
Lembram-se da crise capitalista e a quebra da Bolsa de Valores de Nova York?
Causas Ação Conseqüências
-Crescimento econômico;
- liberalismo;
- superprodução
E.UA suspendem
bruscamente as
importações.
Graves conseqüências
para a economia
internacional.
Em decorrência da interrupção brusca das importações americanas, as oligarquias queimaram
estoques e desvalorizaram a moeda, agravando as dificuldades internas brasileiras, disparando o
desemprego e a inflação.
Nos E.U.A a solução para a crise do capitalismo começou a ser adotada com o governo do
presidente Roosevelt, com a aplicação do New Deal.
O New Deal foi a política econômica criada pelo economista Keynes, fundada no
intervencionismo estatal e na busca do pleno emprego, raízes da política de bem-estar-social ou Estado
Providência: Welfare State.
A premissa do “Welfare State” era a incorporação de direitos sociais, visando garantir a todos
os indivíduos um padrão mínimo de bem-estar econômico e social, como direito ao trabalho, à tutela da
saúde, à educação e à assistência social.
No Brasil, estávamos no começo da República Vargas, em decorrência da Revolução de 1930. Em
nosso país, o Estado Desenvolvimentista fazia às vezes do Estado de Bem-Estar Social.

Em 1934, com legitimação popular, tivemos a nossa 3ª Constituição, que possuía características
sociais, libertária, programática, tendo sido inspirada na Constituição Alemã de 1919. Essa Constituição
foi promulgada, tendo assim características democráticas ou populares, caracterizando a passagem de
uma Constituição Jurídica para Constituição Social, garantindo, por exemplo, direitos à educação, à
saúde e à família.
Em 1936, a Lei n.º 284 criou o Conselho Federal do Serviço Público Civil, que em 1938 foi
transformado no DASP (Departamento Administrativo do Serviço Público).
A criação do DASP foi considerado o primeiro processo de planejamento da reforma
administrativa no Brasil, pois tinha como objetivo a criação do núcleo estratégico na Administração
Pública.
A reforma administrativa iniciada pelo DASP marca a constituição do Estado moderno no Brasil
trazendo a concepção de modernização do Estado com vistas a combater o patrimonialismo. Com a
criação do DASP, o governo pretendeu “estimular, desenvolver e coordenar esforços no sentido de
racionalizar e aperfeiçoar a ação do Estado no âmbito da Administração geral” (VIANA, 1953).
O DASP era o Órgão Central de políticas de serviço público pautadas nos princípios da
Administração Científica e do modelo Weberiano de Burocracia.
A abordagem clássica da administração refere-se às das Escolas da Administração Científica nos
E.U.A e Teoria Clássica na França, que por mais incrível, que possa parecer, em face da escassez de
recursos tecnológicos, foram desenvolvidas concomitantentemente.
Os principais autores da Escola da Administração Científica nos E.U.A foram:
(Taylor (1856-1915), Gant (1861-1919), Ford (1863-1947), Gilbreth (1828-1924) , Harrington
Emerson (1853-1931).
Na França (Teoria Clássica) foram: Fayol (1841-1925), James D. Mooney, Lyndall F. Urwick (n.
1981) e Gulic.

Aqui temos que ter um cuidado, porque os examinadores têm feito uma mistura quando se
referem aos autores da Administração Científica. Você poderá encontrar questões verdadeiras
afirmando que Taylor Fayol e Gulic, por exemplo, foram as inspirações do DASP.
Antes de prosseguirmos no assunto, é importante esclarecer, sobretudo, as principais
características da Administração Científica e da Teoria Clássica da Administração, visto que, como já
destacamos, o assunto tem sido cobrado nas provas de concurso.
Pessoal, vamos nos ater apenas nas principais características dessas duas escolas da Teoria da
Administração, para facilitar o entendimento posterior acerca do nosso principal assunto.


Voltando ao Governo Vargas, em 1937 ele se deu um “autogolpe”, ampliando os seus limites de
atuação e transformou-se em um ditador: O Estado Novo.
Foi nessa época que alguns direitos sociais foram assegurados aos trabalhadores:
- Salário mínimo;
- Férias remuneradas;
- Estrutura sindical nacional: (como forma de atrelar ao Estado os sindicatos já existentes);
-Unificação da legislação trabalhista: Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

A era Vargas ficou marcada pela expansão do Estado Intervencionista. O Estado não mais
deveria somente garantir os contratos, como afirmava Adam Smith (Teoria da Mão invisível do Estado,
que já somos doutores no assunto).
3.Referências Bibliográficas
BRASIL. Decreto no 83.740, de 18 de julho de 1979. Institui o Programa Nacional de Desburocratização e dá
outras providências. Diário Oficial da União, 18 jul. 1979. Disponível em
<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/D83740.htm> Acesso em 18 ago. 2007, 14:53:00.
BRASIL. Decreto no 5.378, de 23 de fevereiro de 2005. Institui o Programa Nacional de Gestão Pública e
Desburocratização - GESPÚBLICA e o Comitê Gestor do Programa Nacional de Gestão Pública e
Desburocratização, e dá outras providências. Diário Oficial da União, 24 fev. 2005. Disponível em <
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2005/Decreto/D5378.htm#art14> Acesso em 18 ago. 2007,
14:55:00.
CARAVANTES, Geraldo, Teoria Geral da Administração: Pensando em Fazendo. Porto Alegre: AGE/UCS, 1998.
CHIAVENATO, Idalberto, Introdução à Teoria Geral da Administração. São Paulo: Makron Books, 1997.
____________. Administração Geral e Pública. Rio de Janeiro: Campus, 2006.
ETIZIONI, Amitai. Organizações Modernas, São Paulo: Pioneira, 1967.
LUZ Rodrigo Teixeira, Relações Econômicas Internacionais. Rio de Janeiro: Campus, 2005.
PAZINATO, Alceu Luiz; SENISE, Maria Helena Valente, História moderna e contemporânea. São Paulo: Ática, 1997.
PEREIRA, Luiz Carlos Bresser; SPINK Peter, Reforma do Estado e Administração Pública Gerencial. Rio de Janeiro:
FGV 2006.
Brasil, Plano diretor da Reforma do Aparelho do Estado. Câmara da Reforma do Estado. Brasília: 1995.